Vargar

A nossa história

Dos planaltos de Angola até ao Norte da Europa

A Vargar existe porque uma origem de café tão boa como esta merece mais do que o esquecimento. Esta é a história completa.

1975

Uma herança interrompida

No início da década de 1970, Angola era o quarto maior produtor de café do mundo. Vastas fazendas nos planaltos centrais — Huambo, Bié, Kwanza Sul — exportavam Robusta e Arábica para todo o globo. A guerra que se seguiu à independência, em 1975, esvaziou essas plantações; os agricultores fugiram, as árvores ficaram por cuidar e a floresta voltou a tomar conta dos terraços. Durante décadas, o café angolano praticamente desapareceu dos mercados mundiais.

2015 →

Uma nova geração

Desde meados da década de 2010, famílias de pequenos agricultores têm regressado ao solo vulcânico do planalto, replantando árvores tradicionais de Arábica e Robusta à sombra, tal como faziam os seus avós. É um trabalho lento e manual — a maioria destas cooperativas cultiva menos de dois hectares cada uma. O que sai da terra é excecional: cultivado em altitude, naturalmente doce e completamente distinto do Robusta a granel que Angola outrora exportava.

Vargar

Porque o fazemos

Compramos café verde diretamente às cooperativas de Huambo e do Bié, a um preço bem acima do valor de mercado, e transportamo-lo nós próprios para a Europa. Torramos em pequenos lotes — nunca mais do que conseguimos vender fresco em poucas semanas — e enviamos diretamente até à sua porta nos Países Baixos, Reino Unido e Portugal. Sem distribuidores, sem misturas anónimas, sem sacos parados um ano num armazém.

Não estamos a tentar construir a maior marca de café. Estamos a tentar garantir que este café em particular, deste lugar em particular, recebe o respeito — e o preço — que merece.

— A equipa Vargar

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