A nossa história
Dos planaltos de Angola até ao Norte da Europa
A Vargar existe porque uma origem de café tão boa como esta merece mais do que o esquecimento. Esta é a história completa.
Uma herança interrompida
No início da década de 1970, Angola era o quarto maior produtor de café do mundo. Vastas fazendas nos planaltos centrais — Huambo, Bié, Kwanza Sul — exportavam Robusta e Arábica para todo o globo. A guerra que se seguiu à independência, em 1975, esvaziou essas plantações; os agricultores fugiram, as árvores ficaram por cuidar e a floresta voltou a tomar conta dos terraços. Durante décadas, o café angolano praticamente desapareceu dos mercados mundiais.
Uma nova geração
Desde meados da década de 2010, famílias de pequenos agricultores têm regressado ao solo vulcânico do planalto, replantando árvores tradicionais de Arábica e Robusta à sombra, tal como faziam os seus avós. É um trabalho lento e manual — a maioria destas cooperativas cultiva menos de dois hectares cada uma. O que sai da terra é excecional: cultivado em altitude, naturalmente doce e completamente distinto do Robusta a granel que Angola outrora exportava.
Porque o fazemos
Compramos café verde diretamente às cooperativas de Huambo e do Bié, a um preço bem acima do valor de mercado, e transportamo-lo nós próprios para a Europa. Torramos em pequenos lotes — nunca mais do que conseguimos vender fresco em poucas semanas — e enviamos diretamente até à sua porta nos Países Baixos, Reino Unido e Portugal. Sem distribuidores, sem misturas anónimas, sem sacos parados um ano num armazém.
“Não estamos a tentar construir a maior marca de café. Estamos a tentar garantir que este café em particular, deste lugar em particular, recebe o respeito — e o preço — que merece.”
— A equipa Vargar
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